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Pais e Filhos - Problema

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Ensinos - Artigos
Escrito por João Cardoso   

Foi a última discussão que o rapaz teve com o pai. No outro dia viajava para outra cidade onde ia estudar. A discussão durou muito e, embora o clima fosse de respeito, o pai ficou aborrecido. O filho também. Mais tarde, quando se despediram, ninguém pediu desculpas porque não houveram ofensas envolvidas. Mas, já no autocarro, o filho começou a reflectir, para concluir que toda aquela discussão fora inútil e criara um clima desagradável entre os dois. Muitas foram as vezes que o rapaz veio a casa e, aos poucos, começou a descobrir que o pai, aquele "quadrado", "conservador","cota", "alienado", bota de elástico", não o era assim tanto e que até era mais amigo do que parecia. Assim é, que não se surpreendeu, quando já noivo e prestesa casar-se, numa visita aos pais, o "velho" o chamou à parte e o abraçou ternamente. Era o pai sentindo que ia "perder" o filho...



O filho, agora, admirava muito o pai, embora pudesse continuar a discordar dele num ou noutro ponto. Porém, nem todos os pais são assim.


OS PAIS - PROBLEMA

Assim como há filhos-problema, também há pais problema. De um modo geral, podemos falar de cinco tipos diferentes destes pais.


O PAI CONTROLADOR é aquele tipo de pai que segue cada passo que o filho dá, não com a intenção de acompanhar, mas sim de controlar. Ele quer saber todas as coisas que se passam com os filhos, até aos mais pequenos detalhes, manifestando sempre a disposição de repreendê-los ao menor deslize. Este pai "perfecionista" geralmente quer que o filho seja o melhor em tudo, não importando se o filho tem ou não aptidões para isso - o seu orgulhode pai está acima de tudo.


O PAI AUTORITÁRIO toma todas as decisões pela família, sem consultar ninguém. Há ordens dadas na base do grito, para serem cumpridascom o maior rigor e rapidez possíveis. No seu legalismo, tem sempre razão, mesmo porque não ouve as razões dos outros.


O PAI CHORÃO fica sempre lembrando os filhos "a desgraçade ser pai", quando "a vida está tão cara" e quanto "custa criar um filho". O resultadodisso é que está sempre pedindo sacrifícios aos filhos.


O PAI DISTANTE acha que dando dinheiro, já deu tudo. O seu carinho é a "mão no bolso". A sua honra é comentar: "Na minha casa não falta nada", esquecendo-se que talvez falte tudo - a sua presença, carinho, companheirismo e atenção.


O PAI DEVASSO vive uma vida reprovável, mas continua como chefe de família, por uma questão de comodidade ou de "sociedade". As suas atenções, em termos de tempo e dedicação, estão sempre concentradas fora de casa: no trabalho, no bar, no futebol, no casino, na "outra mulher"...


Muitos porém, têm pais realmente companheiros e amigos pelo que honrá-los e obedecer-lhes são atitudes fáceis de serem experimentadas. Alguns, às vezes, é que são filhos-problema.




OS FILHOS - PROBLEMA

Embora haja uma tendência para "culpar sempre os pais", estes não são culpados de tudo. Os filhos, quase sempre incapazes de manter uma atitude de auto crítica em relação ao seu comportamento, são também responsáveispelas verdadeiras "tempestades" que se abatem sobre um lar.


Também de um modo geral, podemos falar de quatro tipos de filhos-problema.


O FILHO REBELDE está sempre disposto a ir contra as decisões do pai, às vezes, só pelo prazer de ser contra. Desobedecer é quase uma necessidade existencial. É claro que há rebeldia com outras coisas mais sérias e não "simples moda" da rebeldia juvenil. O rebelde acha que a solução, quando há, está no afastamento e na radicalização das suas posições.


O FILHO INDEPENDENTE procura viver a sua vida sozinho e como bem entende. Os conselhos e as experiências paternas pouco lhe interessam. Assim, tanto os seus problemas como as alegrias não são conhecidas dos pais. A distância é a sua atitude fundamental.


O FILHO APROVEITADOR lembra-se do pai apenas na hora de receber. Na sua opinião, o pai - responsável por ele estar no mundo - devedar-lhe tudo, até mesmo o mais supérfluo.


O FILHO DEPENDENTE é o mais querido, em geral. Está sempre em casa, raramente sai com os amigos. Todas as "suas" decisões são praticamentetomadas pelo pai. Ele não sabe querer, ter vontade.


Contudo, nem todos são assim. Ainda há filhos amigos dosseus pais, que se tornam seus companheiros em todas as horas - amigos, enfim.


PAIS E FILHOS - ATITUTES A TOMAR

Quando pai e filho são verdadeiros companheiros, não há problemas que não se resolvam no diálogo. Entretanto, quando um deles é problemático, são necessárias algumas atitudes, competindo ao mais lúcido começar.


Atitude 1: Conheça-se a si mesmo - Que tipo de paiou filho é? Que tipo de problemas realmente existem? Qual foi a origem dosmesmos? Qual foi a sua parcela de culpa?


Atitude 2: Conheça o outro - Quem é o filho ou o seu pai? Será que se conhecem sem preconceitos ou ideias pré-concebidas? Será que realmente ele é aquilo que acha dele? Quantas vezes já deu um passo de aproximação? Em que medida podem contar um com o outro?


Percorridos esses estágios de auto e altero conhecimento, podem partir para as iniciativas práticas.


Atitude 3: Aceitar a situação - Conhecidos os problemas, há que aceitar a situação. Isto não quer dizer que concordam com o "distanciamento", mas que deram o primeiro passo para a solução dos mesmos. Pouco ou nada resolveo "relembrarem-se" continuamente dos problemas sem que primeiramente reconheçama existência deles e começarem a andar na direcção da solução dos mesmos.


Atitude 4: Empenhar-se por ter um lar melhor - Sob pretexto algum, nem mesmo em função do trabalho, podem desinteressar-se do vosso lar. Todos devem empenhar-se para que nele se viva em plena harmonia, cumprindo cada um o seu papel. Faltando esse empenho, toda a palavra de reclamação, recriminação ou de conselho, de nada valerá.


Atitude 5: Estar sempre pronto a dialogar - Parece que um dos problemas básicos na sociedade é a dificuldade que as pessoas encontram em saber comunicar e dialogar. Por isso, achamos que a disposição para o diálogo deve estar na base das vossas atitudes. Desenvolvam essa capacidade, embora inicialmente possa custar.


Atitude 6: Ser incapaz de odiar - Há muitos modos de odiar: desprezando, gozando, concordando com tudo, mentindo sempre, blasfemando, praguejando, etc. Pais e filhos que procuram uma aproximação reconciliadora é importante que desenvolvam a incapacidade de odiar.


Atitude 7: Estar sempre disposto a recomeçar - Todos erram, paise filhos. Por isso, todos devem saber recomeçar, bastando para tanto, desenvolver uma atitude de abertura à reconciliação, numa disposição constantede "amnistia total". Só assim se pode começar tudo de novo.


Atitude 8: Reconhecer que Deus dirige o processo - Se as vossas forças e capacidades forem as vossas únicas garantias, não há certeza de êxito, porque as coisas não dependem de um só, mas de ambos. E, embora trabalhe comesse outro, só Deus pode mover os corações de modo irresistível - Por isso, como cristãos que conhecemos Jesus de uma forma pessoal e não por tradição religiosa, achamos que é importante ambos comprometerem-se a agir segundo a direcção de Deus (para conhecer, basta ler a Palavra de Deus e praticá-la).


Está em vós mudar primeiro e depois esperar/agir para que os vossos filhos ou pais mudem também. Está em vós empenharem-se por um lar melhor e depois esperar/agir para que o vosso filho ou pai faça também a sua parte. Está em vós tomar a iniciativa do diálogo e depois esperar/agir para queo vosso filho ou pai aceite a vossa proposta e responda. Está em vós desenvolver a incapacidade de odiar e esperar/agir para que o vosso filho oupai aceite essa disposição. Está em vós estar prontos para recomeçar e esperar para que o vosso filho ou pai se proponha recomeçar. Está em vós reconhecer que por vossa força pouco podem fazer e crerem que Deus dirige o processo de reconciliação, para depois esperar/agir para que o coração convertido do vosso filho ou pai aceite o passo dado em relação à reconciliação. Está em vós mudar! Pensem:


1. Que tipo de filho ou pai têm sido?

2. Quem é o problema lá em casa: Você ou o seu filho ou pai?

3. É capaz de aceitar o seu filho ou pai tal como ele é?

4. Está realmente empenhado em ter um lar feliz?

5. Está disposto a "ajudar primeiro" ou a "dar o primeiro passo"?

 

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